Economia

Setor de apostas aciona STF contra decreto de Minas que veta publicidade em espaços públicos

·há 59 min
Setor de apostas aciona STF contra decreto de Minas que veta publicidade em espaços públicos
Setor de apostas aciona STF contra decreto de Minas que veta publicidade em espaços públicos

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) confirmou que vai protocolar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF contra o decreto do Governo de Minas que proíbe a publicidade de casas de apostas em bens estaduais. A medida, assinada pelo governador Mateus Simões, veta anúncios em rodovias, aeroportos, prédios públicos e estádios pertencentes ao Estado, impactando diretamente a comunicação visual de diversas empresas do setor.

As entidades representativas das 'bets' alegam que o governo mineiro invadiu uma competência que é exclusiva da União ao tentar regulamentar a publicidade de um mercado já disciplinado por leis federais. Segundo o setor, a criação de regras estaduais específicas gera insegurança jurídica e fere a livre concorrência, uma vez que o Ministério da Fazenda já é o órgão responsável pela fiscalização e normatização nacional das apostas de quota fixa.

O impacto financeiro é o principal argumento do Executivo estadual para a restrição. De acordo com dados do governo mineiro, o fluxo de dinheiro destinado às apostas tem prejudicado o consumo de bens e serviços, gerando uma perda estimada de R$ 600 milhões anuais na arrecadação do ICMS. O Estado calcula que, apenas no ano passado, mineiros movimentaram bilhões de reais em plataformas legalizadas e irregulares.

Na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a medida deve afetar diretamente a gestão de rodovias estaduais sob concessão, além de prédios da administração pública e eventos que contam com apoio estatal. O decreto também incentiva que prefeituras locais avaliem a adoção de restrições semelhantes em estádios e espaços municipais, o que pode alterar a dinâmica de patrocínios em competições esportivas regionais.

O Supremo Tribunal Federal agora terá a missão de definir se estados e municípios possuem autonomia para restringir propagandas de setores regulados pela federação. Caso a liminar seja aceita, os efeitos do decreto podem ser suspensos até o julgamento do mérito, seguindo uma tendência observada em ações similares movidas em outros estados brasileiros.

Com informações de Regionalzão.