Projeto de terras raras em Araxá supera maiores minas do mundo fora da China

O Projeto Araxá, liderado pela mineradora australiana St George Mining, atingiu um marco histórico ao superar os recursos de óxidos de neodímio-praseodímio (NdPr) das duas maiores minas de terras raras em operação fora da China. De acordo com a atualização da estimativa de recursos minerais divulgada nesta semana, o depósito em solo mineiro soma 522 mil toneladas de NdPr, ultrapassando as reservas de Monte Weld, na Austrália, e Mountain Pass, nos Estados Unidos.
O relatório aponta um crescimento expressivo de 155% nos recursos das categorias 'medidos e indicados', que são aquelas de maior confiança geológica. O volume saltou de 29,49 milhões para 75,2 milhões de toneladas de minério, apresentando teores médios significativos de óxidos totais de terras raras e nióbio. Esses elementos são cruciais para a fabricação de ímãs permanentes de alta tecnologia, usados em motores de veículos elétricos e turbinas eólicas.
A mineradora destaca que a localização estratégica em Araxá é um diferencial competitivo global. A região oferece infraestrutura consolidada, mão de obra qualificada e um ambiente regulatório favorável para mineração. O potencial do negócio ainda pode aumentar, já que a estimativa atual não inclui a recente descoberta na área de Araxá Leste, onde sondagens seguem em ritmo acelerado.
Para o presidente-executivo da St George Mining, John Prineas, os dados confirmam a viabilidade de construir um negócio de escala mundial em terras raras e nióbio no Triângulo Mineiro. A expectativa é que a nova estimativa para as áreas de expansão seja entregue no último trimestre de 2026, consolidando a região como um hub estratégico para a transição energética global. Com informações de Jornal Araxá.



