Produtores de café recebem orientações sobre segurança e normas trabalhistas na safra

Com o início das atividades de colheita nas lavouras de café, produtores rurais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba devem redobrar a atenção quanto às normas de segurança e condições de trabalho. Uma nova cartilha, organizada pelo Sistema OCEMG e FAEMG/SENAR, reúne diretrizes essenciais sobre o uso de ferramentas, manutenção de máquinas e proteção das equipes durante a safra cafeeira.
O documento destaca a obrigatoriedade do fornecimento gratuito de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como botas, luvas e protetores solares, além de ferramentas e combustíveis. A legislação proíbe qualquer cobrança do trabalhador pelos itens necessários à execução do serviço. A gestão correta desses materiais deve ser registrada individualmente, garantindo a conformidade com o Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural (PGRTR).
Outro ponto crítico abordado é a logística de transporte e hidratação. O transporte de safristas em carrocerias ou carretas é terminantemente proibido, devendo ser realizado apenas em veículos autorizados e com passageiros sentados. Além disso, as propriedades devem garantir o fornecimento de água potável em galões individuais, sendo vedado o uso de copos coletivos nas frentes de trabalho.
Para as regiões de Patrocínio e Araguari, grandes polos produtores, a prevenção de acidentes com maquinário agrícola é prioritária. A orientação é que todos os implementos passem por revisão rigorosa e que as áreas de risco sejam devidamente sinalizadas. Cooperativas locais, como a Cooxupé, têm reforçado a divulgação desses materiais informativos para evitar sanções trabalhistas e garantir a eficiência da colheita.
Com informações de G1 Minas Gerais.



