Mercado de tecnologia oferece salários de até R$ 53 mil em meio ao déficit de profissionais

O mercado de tecnologia no Brasil vive um cenário de alta valorização salarial impulsionado por um desequilíbrio significativo entre a oferta e a demanda de mão de obra qualificada. Um estudo recente realizado pelo instituto Inteli em parceria com a consultoria WKS aponta que o déficit de profissionais no setor atingiu 30,2% entre os anos de 2019 e 2024. Enquanto a procura chegou a 665 mil postos, apenas 464 mil trabalhadores ingressaram na área durante o período.
Essa escassez de talentos reflete diretamente nos rendimentos, com algumas funções alcançando salários de até R$ 53 mil. A pesquisa, que analisou mais de 72 mil anúncios de emprego, destaca que a tecnologia deixou de ser exclusividade de empresas específicas do ramo. Atualmente, setores como o agronegócio — motor econômico do Triângulo Mineiro —, bancos e indústrias disputam intensamente os mesmos especialistas para acelerar processos de transformação digital.
Embora a maior concentração de vagas ainda esteja no Sudeste, especialmente no eixo paulista, o impacto da falta de profissionais é sentido nacionalmente, afetando o desenvolvimento de empresas em polos tecnológicos emergentes no interior de Minas Gerais. O setor já representa 6,5% do PIB brasileiro, consolidando-se como pilar estratégico para a economia moderna e para a competitividade das empresas regionais.
Especialistas alertam que, apesar das oportunidades atrativas, o mercado exige competências técnicas específicas e que nem todas as áreas são indicadas para iniciantes. A Inteligência Artificial, embora em evidência, não domina sozinha o volume de contratações, dividindo espaço com demandas de infraestrutura e segurança de dados. O levantamento serve como um guia para quem busca recolocação ou deseja ingressar em uma das dez carreiras mais valorizadas atualmente. Com informações de Pontal Mineiro.



