Dormir com a luz acesa aumenta riscos de infarto e AVC, aponta nova pesquisa científica

Um estudo recente publicado no JAMA Network Open revelou que a exposição à luz durante o sono pode representar um perigo significativo para a saúde cardiovascular de adultos. A pesquisa, que acompanhou quase 89 mil pessoas por cerca de oito anos, associou ambientes iluminados a um aumento de 56% no risco de insuficiência cardíaca e 47% de chances de sofrer um infarto.
Segundo especialistas do Hospital Israelita Albert Einstein, a luz noturna suprime a produção de melatonina, hormônio essencial para sinalizar ao corpo que é o momento de descansar. Sem essa sinalização, o sistema nervoso simpático permanece ativado, mantendo a frequência cardíaca elevada e impedindo a queda natural da pressão arterial durante a noite, o que sobrecarrega o coração.
Os danos ao ritmo circadiano foram observados mesmo em indivíduos que mantêm dietas saudáveis e praticam exercícios físicos. O estudo destaca que fontes comuns de iluminação, como televisores ligados, luzes de aparelhos eletrônicos e claridade vinda da rua, atuam como fatores de risco independentes, comparáveis em alguns casos à hipertensão leve não tratada ou ao tabagismo moderado.
Para minimizar os riscos, médicos recomendam a adoção de medidas práticas de higiene do sono. Entre as orientações estão o uso de cortinas blackout, a retirada de dispositivos eletrônicos do quarto e o uso de máscaras oculares. O cuidado deve ser redobrado entre mulheres e pessoas próximas aos 40 anos, grupos que apresentaram maior sensibilidade à interferência luminosa nos testes. Com informações de Jornal Araxá.



