Autoridades investigam uso de aluguel por temporada para lavagem de dinheiro no país
A utilização de plataformas de aluguel por temporada por organizações criminosas para ocultar patrimônio ilícito acendeu um alerta nas autoridades de segurança e fiscalização. O monitoramento foca na prática de transformar dinheiro obtido com o tráfico de drogas e armas em rendas aparentemente legítimas, aproveitando-se de um 'ponto cego' regulatório que dificulta o rastreamento por órgãos de controle financeiro.
Investigações recentes da Polícia Civil e da Receita Federal demonstram que criminosos adquirem imóveis em nomes de 'laranjas' ou familiares sem antecedentes criminais para anunciar em aplicativos. A estratégia permite a maquiagem financeira, onde o lucro da locação temporária é declarado como receita lícita, dificultando a identificação da origem real do capital utilizado na compra dos ativos imobiliários.
O Ministério da Justiça reconheceu que o setor imobiliário de curta duração integra estratégias de dissimulação de recursos. Para combater a prática, a Senasp busca fortalecer a integração entre cartórios de registro de imóveis, instituições financeiras e corretoras. O objetivo é que esses setores reportem operações suspeitas sempre que houver incompatibilidade entre a renda declarada e a movimentação patrimonial dos envolvidos.
A Receita Federal incluiu o tema como prioridade em seu Relatório Anual de Fiscalização. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, onde o mercado imobiliário e o turismo de negócios são aquecidos, o alerta é relevante para proprietários e imobiliárias que operam via plataformas digitais. A cooperação das plataformas com as forças policiais é considerada essencial para cruzar dados de investigados e remover anúncios vinculados ao crime organizado. Com informações de Agência Brasil MG.



